
“Você é Deus e eu sou livre, cada um de nós está sozinho, e nossa angústia é semelhante.” — Jean Paul Sartre em sua peça “As Moscas”
“Boop bop with da’ schwoop schwop, tirem esse idiota daqui.” — Magus1234, na transmissão ao vivo do torneio Keystone II
Nota do tradutor:
Traduzi este texto parando a todo o momento por causa do trabalho ou coisa parecida, não é uma das minhas melhores traduções. Além disso, acredito ter sido o texto mais difícil que já traduzi aqui para o Portal, ele é cheio de gírias que, não somente são do inglês geral, mas algumas são do Norte da Califórnia e algumas do grupo de amigos do cara que escreveu, foi tenso.
Traduzi este texto porque não concordo com muito do que o autor fala. No meu conselho, ignore as partes que ele trata de filosofia e encare as partes que ele fala de Street Fighter. Como estudante de filosofia identifico que ele é outro estudante, ou até mesmo especialista, em filosofia e procurou adaptar algumas das idéias gerais do Existencialismo de Jean Paul Sartre para as idéias que ele mesmo tem sobre jogar Street Fighter. Tanto é que o título é uma referência direta a frase Nietzcheana “Deus está morto”. E também acaba por tratar alguns conceitos do pensamento do autor como palavras comuns, como no caso do texto original que em uma parafráse ele trata da angústia dentro do existencialismo.
No mais, este texto é mais um em defesa daqueles que questionam-se até que ponto estão levando o jogo a sério mais do que deveriam. Concordo com muito das defesas do autor e, como ele, chamo a atenção: tome cuidado com o quanto você justifica-se. Nenhuma filosofia justifica abandonar a sua vida para jogar Street Fighter o tempo todo.
No mais, é bem legal os momentos que ele compara alguns absurdos que levamos como naturais na sociedade contemporânea mas, não se prenda a isso, é uma reflexão baixa e que qualquer um pode fazer. Questionar nossas ações é algo fácil, é só questionar. Agora construir uma reflexão em cima disso é diferente, e isso o autor não alcança.
Ps: A foto não é do Sartre, é do Kierkegaard. Tirando algumas proximidades do pensamento dos dois, não sei porque o autor resolveu mantê-la
Vamos ao texto:
Inevitalmente chegará o momento em que você irá fitar naquele claro olhar de confusão estampado na cara de alguém que você conheceu recentemente depois que você contar que dedica grande parte do seu tempo livre que está categorizado entre “hobby” e “masturbação” na sua lista de prioridades. Depende de quanto cada um se masturba. E a questão estampada na cara de todos é sempre a mesma: porquê ?
Alguns meses atrás, eu estava em um primeiro encontro com uma garota. Ela era uma contadora inteligente e bem sucedida na área de gerenciamento de impostos corporativos. Por diversão, ela gostava de beber vinhos caros em tours do vinho em Napa Valley e comprar bolas e sapatos assinados, que apresentam aquelas etiquetas de preço com 3 dígitos. Eu, por outro lado, gastava minhas sextas feiras entornando umas cervejas até que o tempo ficasse lento e eu começasse a estragar o mistério do papai noel da mente dos filhos dos seiscentos ou setecentos espectadores que assistiam aos nossos samurais de seis botões. Eu estava encarando o momento de iniciar, com ela, “A” conversa.
“A” conversa consiste em uma série de momentos constrangedores onde você descortina o fato de que você leva a sério isso que faz. E ainda aumenta a taxa de constrangimento se a pessoa com a qual você conversa tem algum conhecimendo da cultura gamer e sabe da existência de entidades como a MLG, então eles tentam sem compreensíveis e respondem com algo como “Ahhh ! Já sei ! Tipo aqueles caras que jogam Halo ?!” E então você tem que começar uma discussão secundária para explicar que não é muito a ver com aquilo, tem mais a ver com fazer campeonatos em restaurantes de higiene duvidosa ou em alguma locadora largada onde você pode sair ganhando uns trocados, no máximo, o que já é improvável. E que você as vezes viaja para fazer isso em outras partes do país e que isso custa também algumas centenas de dólares.
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