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O Retorno do Rei – entrevista com Alex Valle

2 de julho de 2009 por Azis

Após vencer a classificatória para o Super Battle Opera (Tougeki/SBO), um grande campeonato japonês, Alex Valle, o “CaliPower” deu uma entrevista por áudio a Adam “Keits”, do Shoryuken. A tradução foi feita por mim à partir da transcrição feita por Keits.

Leia e entenda a mente de um campeão, veja o que ele pensa, e reflita sobre o que você pode fazer para melhorar. Considere a entrevista um artigo para os vencedores.

Alex Valle jogando

Alex Valle – foto: Kotaku

“Mike Watson praticamente me criou e me levou à direção certa do caminho das competições. Logo que joguei com Watson, ele destruiu tudo o que eu era. Tudo o que eu sabia era um nada; eu simplesmente apanhava…”

Adam (Keits): Beleza todos, obrigado por estarem conosco. Eu tenho aqui comigo Alex Valle, a lenda do Street Fighter do Sul da Califórnia, para falar sobre o torneio Evolution e sobre o que ele fará este ano. Então diga um olá a todos, Alex.

Alex: Opa, como vão todos?

Adam: OK ouvimos alto e claro. Então… fale um pouco mais sobre você. Quem você é? Quantos anos você tem? Onde você nasceu?

Alex: Meu nome é Alex Valle. Nasci em Lima, Peru. Vim para os Estados Unidos quando eu tinha 4 anos. Jogo Street Fighter desde 1991. Estive por aí, cara, desde o boom dos arcades dos anos 90, na época do Champion Edition. Daí em diante, cara, o resto é história: jogando, ganhando torneios, ganhando aqui e ali até agora.

Adam: Para alguém que está nessa há algum tempo, você fez um nome na comunidade; Todos sabem quem você é pela reputação e por nome, mas eu acho que muitos dos mais novos podem não conhecê-lo. Você não é o que chamamos de Super Start do YouTube, como são Justin ou Daigo. Então fale um pouco sobre suas conquistas com o Street Fighter nestes anos.

Alex: Bem, um dos primeiros torneios anunciados na internet era o chamado B3: Battle By the Bay, que era organizado pelos fundadores do EVO, Tom e Tony Cannon. Eles anunciaram no newsgroup alt.games.sf2 naquela época, eu acho. Eu não era muito internético naquela época. Parecia para mim tudo uma coisa do disse-que-disse que eu ouvi. Então tinha lá um tal torneio anunciado na internet, do qual ouvimos falar. Geralmente os anúncios dos torneios se davam no boca-a-boca ou por pequenos flyers ou não.
Isso foi na época em que me encontrei com Mike Watson: Talvez um ano e meio antes do tal torneio. Ele praticamente me criou e me levou à direção certa do caminho das competições. Logo que joguei com Watson, ele destruiu tudo o que eu era. Tudo o que eu sabia era um nada; eu simplesmente apanhava…

Adam: Acredito que muitos de nós experimentamos algo deste tipo de pensar que somos os tais e depois encontrarmos alguém que acaba com isso.

Alex: É, bem isso. Voltando a este um ano e meio, eu aprendi tudo o que podia de Jeff Schafer, Martian Veja, Thao Duong: dos verdadeiros velhacos dos jogos daquela época. Eu nunca tive a chance de jogar com Tomo, no entanto. Eu perdi a geração dele. Meu primeiro torneio verdadeiro foi em Las Vegas com John Choi onde eu fiquei em 4º lugar no Street Fighter Alpha, mas então quando chegou o Street Fighter Alpha 2, eu já comecei logo dominando: Eu era praticamente invicto naquele jogo. Depois disso, todos me consideravam o maior desafio de 1996 até 2001. Em cada lançamento, do X-men VS Street Fighter até o Alpha 3, em todo torneio que significava alguma coisa, eu tirei o primeiro lugar. No Street Fighter Alpha 3, não sei se você já ouviu falar, da primeira vez que encontrei Daigo, ele me venceu. Foi minha primeira derrota. Mesmo que eu havia perdido umas partidas por aí nos torneios, esta derrota foi um pouco mais decisiva em termos de habilidade, porque ninguém jamais havia jogado como Daigo.
Outro momento importante para mim foi quando eu era membro do primeiro time americano que jogava contra os japoneses para o documentário “Bang the Machine” sobre a cultura americana dos jogos. Bang the Machine foi filmado no torneio após o B3, chamado B4. Neste torneio, os vencedores eram escolhidos por uma pontuação mensurada em um sistema lá. Tipo o primeiro lugar ganhava tantos e tantos pontos, não lembro direito. Foi há muito tempo. De qualquer forma, eu fiquei em primeiro lugar em cada um dos jogos que tinha lá, exceto por uns dois. John Choi também foi qualificado. Mike Watson foi classificado mas não podia ir (nota do editor: Na verdade, Mike Watson foi e competiu pelo Team USA). Eddie Lee era tipo o melhor de Nova Iorque, e era basicamente meu rival para os jogos mais novos. Ele representava uma geração após a minha, dos jogadores de Nova Iorque. Ele não se classificou, mas por algum modo, bem, não quero queimar muito o filme, mas ele acabou indo para o Japão. Espero que um dia o EVO mostre o Bang the Machine outra vez e você poderá ver o que aconteceu. De qualquer forma, me encontrei com Daigo outra vez lá com uma quantidade massiva de jogadores Japoneses. Era nossos melhores contra os melhores deles, e eu fiquei em primeiro lugar do meu time. Outra vez, Bang the Machine mostrou como eu e outros dois do time rival foram.
Continuando, depois disso, nós…

Adam: Bom, deixa eu interromper um pouco. Vou fazer uma pergunta. Agora que a galera tem Youtube e estes recursos para ver os outros jogadores antes de você poder enfrentá-los, você pode dizer à todos como era jogar naquela época, quando você só sabia como era os jogadores locais? Quando um jogador de outra cidade vinha te enfrentar, você deveria ver coisas novas todas as vezes, para as quais não estaria preparado. Então como era jogar naquela época, ou mesmo na primeira vez em que você enfrentou os Japoneses, quais eram os sentimentos daquilo que você sentiu quando viu alguma coisa de cair o queixo, totalmente nova nos torneios?

Alex: Falando francamente, na era pré-Watson, antes de eu encontrá-lo, eu encarei a fase de ver coisas novas o tempo todo e toda aquela paixão por aprender Street Fighter: Era competitivo demais para mim. Me acostumei. Se eu vejo algo novo, lembro dessa época e penso “ok, uau! É por isso que eu jogo Street Fighter até hoje”. Existe alguma coisa para eu me adaptar.
Então, quando a sua questão sobre o YouTube e sobre olhar as estratégias, uma coisa é clonar as estratégias para si, mas vai ser muito difícil para um novato se adaptar pessoal. Quando você joga em uma atmosfera competitiva, estará sob pressão. Ok? Se você não vivenciou muitas jogadas, não será capaz de vencer estratégias diferentes cedo ou tarde. Entende?

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Por conveniência, o resto da notícia foi movida para o fórum. Clique no link a seguir para continuar lendo.

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Este post foi publicado em quinta-feira, 2/julho/2009 às 2:02 na(s) seção(ões) Artigos. Você pode acompanhar as respostas a este post através do feed RSS 2.0. Você pode deixar um comentário ou fazer um trackback do seu próprio site.

5 Responses to “O Retorno do Rei – entrevista com Alex Valle”

Nak Says:

2/julho/2009 às 11:41

gringo………. parabéns filhão

Bilu Says:

2/julho/2009 às 11:42

Vish falou tudo hjuhuh

seilaoque Says:

2/julho/2009 às 11:58

Mais material de qualidade :)

é sempre legal ver esses caras mais fodões falando :)

Sarda Says:

2/julho/2009 às 13:01

Parabéns pela tradução cara!
Que da hora!

Zeon Says:

20/julho/2009 às 9:59

Joga muito esse menino!
Curti a entrevista.

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