Review Versus – Virtua Fighter 5: Final Showdown
A tradicional franquia Virtua Fighter, percussora em jogos de luta com gráficos 3D, lança Virtua Fighter 5: Final Showdown após quase 20 anos do lançamento do primeiro jogo da série. Está disponível na Playstation Store, no Playstation 3, e também para a Xbox Live no Xbox 360.
Com jogabilidade 3D, o gameplay foca em um personagem por jogador, que deve vencer o adversário em (normalmente) 3 rounds de aproximadamente 30 segundos.
O novo jogo da franquia possui 20 personagens, sendo um deles liberado após jogar o modo Arcade. Além disso, o personagem Jean Kujo foi introduzido na franquia.
É possível vencer um round batendo no oponente como na maior parte dos jogos de luta ou jogando-o para fora do cenário. Diferente de jogos como Soul Calibur, é possível cair sozinho para fora, o que reforça a atenção dos jogadores com o espaço do cenário.
Menos é mais
A simplicidade do jogo é um dos pontos fortes. Com apenas três botões – P (soco), K (chute) e G (guarda/defesa) – é possível realizar diversas combinações entre os botões e direções diferentes. Mas apesar da simplicidade nos botões, Virtua Fighter 5: Final Showdown é muito mais complexo do que parece. Para cada personagem, diversas opções de combos para cada situação são apresentadas ao jogador. Se derrubar o oponente, por exemplo, é possível causar dano de diversas maneiras enquanto ele ainda estiver no chão. Se derrubado, também é possível sair do chão com um recovery mais rápido, escolhendo direções ou simplesmente levantar antes. Para cada posição do personagem é possível ter uma ação diferente tanto por parte de quem ataca quanto de quem defende.
É possível combinar golpes com direções para tentar escapar de golpes adversários pressionando direções para cima ou para baixo, para confundir seu oponente. Além disso, a defesa deve ser precisa, pois há golpes altos, médios e baixos, que são defendidos de maneiras diferentes com as direções de cima e baixo.
Justamente pela série Virtua Fighter utilizar poucos botões, os jogadores são obrigados a pensar bastante e utilizar estratégias de jogo bastante sólidas. É o tipo de jogo que se deve pensar muito.
Para os jogadores iniciantes, é possível se acostumar com o jogo com calma e para os mais avançados, já é possível treinar diversos combos para cada personagem. Agrada a todos.

Command list
Single player
O modo Arcade é bastante simples, sem história dos personagens ou cutscenes, mas não considero que seja algo tão importante no jogo. O interessante é que além do modo Arcade, é possível jogar o Score attack, onde uma sequência de personagens devem ser derrotados e deve-se acumular a maior quantidade de pontos possíveis, e também o modo License Challenge, onde são apresentadas diversas lutas com pré-requisitos para passar de fase (por exemplo vencer a luta utilizando ao menos três golpes ofensivos, realizar combos, etc).
Dojo Mode
Uma das coisas que me chamou atenção foi o modo Dojo, que contem os submodos Tutorial, Command Training e Free training.
No modo Command Training, o jogo apresenta um a um todos os golpes do command list do personagem escolhido, sendo possível ver todas as possibilidades do personagem e como fazê-las. Para um jogador iniciante principalmente, é possível aprender todos os golpes e já verificar o funcionamento, dificuldade de execução e dano do golpe treinado para já botar em prática as mecânicas singulares do Virtua Fighter 5: Final Showdown.
O modo Tutorial apresenta basicamente o funcionamento do jogo. Como funcionam as defesas, ataques, esquivas, desvios, dash e demais tipos de movimento e ações. Neste modo há trials a serem cumpridos e cada um deles ensina um tipo de mecânica de uma maneira fácil e com os inputs na interface do jogo.
Free Training funciona de uma maneira semelhante ao Training mode da série Street Fighter IV, porém ainda mais complexo e com mais opções. É possível ver os frames de vantagem de cada golpe e combo apresentado, dano causado, quantidade de golpes no combo, inputs, altura do golpe… Praticamente tudo que se tem direito. Além disso, existem diversas opções para o dummy (o personagem que “apanha”no training mode), desde escolher a posição do dummy na tela, tipo de golpe que ele fará como reação para cada ação do jogador e até dificuldade do dummy. Muito completo e caprichado, dos melhores Free Training que já vi.
Online
Uma das coisas que mais pesaram foi o fato de que não é possível ver a qualidade da conexão com os outros jogadores no lobby modo online. Portanto, ainda que o jogo selecione conexões compatíveis, acaba sendo na sorte e só é possível ver a conexão quando já está numa sala com o oponente.
Dentre as partidas que joguei, várias estavam sem delay, mas a maior parte estava com a conexão ruim, atrapalhando muito o jogo. O que me parece (corrijam-me se estiver errada) é que a própria engine do jogo não é tão propícia para jogos online, pois o lag causa um delay na execução dos comandos e deixando o tempo de resposta do jogo muito baixo. Então sempre que tentava executar algum comando, o personagem ficava em standby até o tempo de resposta do jogo ser ativo, diferente de outros jogos que travam temporariamente a tela para procurar conexão.
É possível ver a “reputação” dos outros jogadores, que cai toda vez que alguém abandona uma partida. É representada através de smiles, bem fácil de identificar. Esse sistema parece ser eficiente e é muito interessante, tive o exemplo de um jogador que havia jogado mais de 200 partidas e estava com a reputação máxima, porém kitou do jogo. Na próxima partida ele já estava com a reputação menor, deixando visível para todos que o rapaz (ou moça) malandrão já saiu fora de uma luta.
Os replays podem ser salvos e apresentam os inputs de ambos os jogadores, dano do golpe, altura e frames de vantagem. Muito legal para entender como defender aquele combo que o oponente não cansou de usar na luta e rever o porquê de uma ação ou outra não estar funcionando
Conclusão
Virtua Fighter 5: Final Showdown me surpreendeu positivamente. Capricharam para auxiliar os jogadores novatos com opções de aprendizado e, ao mesmo tempo, também apresentaram diversos modos de jogo para facilitar a vida dos pro players. Fica claro que o objetivo dos desenvolvedores foi criar um jogo a altura dos concorrentes, não deixando a desejar no quesito de competitividade.
Principalmente para quem curte jogos em 3D, é uma ótima pedida.
NOTA: 8,8
Review em video
E para quem está com preguiça de ler isso tudo, há uma versão em video HD do review, que pode ser vista abaixo:

















Boa Alice!
Review simploria e preconceituosa! Nao gostei.
Concordo que foi superficial, como este é um blog com enfase em jogos de luta espera uma analise mais aprofundada, abordando exemplo a grande mudança do throw system e demais mudanças do vf5 original.
Mas preconceituosa??? Não vi isso não.
Pingback: Evo 2012 – Fuudo vence a competição de Virtua Fighter 5 | Portal Versus - Games de luta e competitivos em geral
bom jogo
Bom review, só achei estranho vc falar sobre o Delay. Aqui eu raramente tenho esse problema, n será q sua conexão é ruim ou ao do gringo? Acho q vc está equivocada a respeito do sistema online. Na verdade jogos online depende mais da conexao entre os jogadores, do que o proprio sistema do jogo. Sobre isso, a Sega capricha demais nos modos onlines, simples e direto.